terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Relato do Projeto "Descobrindo Caminhos da Poesia"

O DESAFIO DA POESIA

     O programa Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II é um programa de Formação Continuada de professores dos anos/séries finais do Ensino Fundamental e tem como objetivo a criação de uma nova escola, que contemple a complexidade do mundo contemporâneo articulando-o com a educação dos alunos; uma escola mais democrática e amorosa, que vise à autonomia e à autorrealização de cada aluno e que, ao mesmo tempo, tenha como horizonte a justiça social, a felicidade e a emancipação da humanidade. Seu propósito é promover condições para que os alunos se desenvolvam de forma harmoniosa, tornando-se autônomos e cooperativos, críticos e criativos.
     Um dos projetos desenvolvidos na Escola Municipal Olavo Bilac, entre tantos trabalhos do Gestar II, é o projeto “Descobrindo Caminhos da Poesia” que foi pensando na possibilidade de oportunizar aos educandos o contato com a poesia, despertando neles emoções e posições a partir de experiência poética e criação de seus próprios textos que desenvolvemos o projeto.
     Mário de Andrade nos diz “Ninguém escreve para si, a não ser um monstro de orgulho. A gente escreve para ser amado, para atrair, para encantar.” Partindo deste pensamento “Ninguém escreve para si...” e de que o funcionamento da escrita é “escreve-se para ser lido”, lemos, estudamos várias poesias de vários autores, nos “apossamos” delas para pesquisa e criamos nossas próprias poesias. Mas não podíamos ser egoístas e deixá-las guardadas dentro do caderno, sufocando. Decidimos, então, levá-las aos trabalhadores de comércios, fábricas, órgãos públicos e quem mais quisesse ouvir. As poesias foram e estão sendo apresentadas e a receptividade é encantadora e comovente. Sentimo-nos gratos somente em ver o brilho nos olhos de alguns que parecem beber das palavras que ouvem, declamadas por alunos embriagados de nervosismo e emoção. A reciprocidade é doce e calorosa, o que nos motiva mais ainda.
     Poesias sobre diversos assuntos, variadas rimas e sonoridade nos deram a oportunidade de descobrir muito. A essência de cada aluno representada em seus pequenos textos, a beleza dos versos e a autoestima de cada um, faz o trabalho ser compensador.
     Uma das poesias traz o verso “Fazer poesia é libertar o ser da opressão”.


POESIA

Fazer poesia
É libertar a alegria
È dar altos vôos
Pelo mundo
Dando asas à imaginação.

Fazer poesia
É brincar com as palavras,
Com os ritmos,
Com os sons,
Com alegria...

Fazer poesia
É uma terapia
É libertar o ser
Da opressão.

Fazendo a poesia,
Enfim, é a grande certeza
De paz e sossego
Ao nosso coração!

Luana Cardoso
7ª série

     Questionada sobre a intenção do verso, a pequena poetiza assim respondeu: “sora’, fazer poesia, parece que a gente se sente mais leve, parece que tem uma coisa que sai de dentro da gente, uma coisa que tá presa, a gente solta e flutua.”
     Começamos o projeto com certo receio. Geralmente, quando iniciamos algo novo não temos certeza aonde chegaremos, porém sempre há a esperança de bons resultados. O que queríamos era, através da palavra, exercitar a mente, aflorar sentimentos, expressar ideias, buscar inspiração e assim despertar o gosto pela poesia. Milton Hatoum, um dos principais nomes na literatura brasileira contemporânea, em uma entrevista a Luiz Henrique Gurgel para a revista “Na ponta do lápis”, quando questionado como incentivar crianças e jovens a ler e descobrir o prazer proporcionado pela leitura, entre outras palavras disse: ”Eu insisto nisto: o prazer não é sinônimo de facilidade.”
     Para trabalhar a poesia, primeiramente, estudamos alguns grandes poetas e suas poesias: Carlos Drummond de Andrade, Cora Coralina, João Cabral de Melo Neto, Mário de Andrade, Pablo Neruda, Mário Quintana, Paulo Bentancur (autor presente na escola em setembro de 2009) e outros. Sendo assim incentivamos a leitura, o que é fundamental, pois pouco se escreve sobre aquilo que não se conhece.
     O interessante foi observar que o trabalho não foi visto apenas como uma obrigação e as palavras não foram colocadas ali apenas para cumprir uma tarefa, elas foram estudadas, medidas e cada qual fez sua poesia de acordo com o que sente, com o que deseja, com o que aspira. Os alunos perceberam que fazer poesia não é apenas encontrar palavras que rimam, mas é necessário analisar os recursos utilizados, desenvolver maior sensibilidade para a escuta e a escrita.
     Marisa Lajolo em seu texto “Lugares de morar na poesia e na memória” diz que a poesia é uma atividade que acompanha o homem há milênios, talvez desde seu surgimento na face da terra. Quem sabe por isso sejam poéticas tantas passagens de livros religiosos como a Bíblia, que falam das relações do ser humano com Deus, com os outros homens, consigo mesmo e com o universo...
     Assim como Mário Quintana em seu poema “Cidadezinha” fala de um espaço urbano, pequeno e sugere o carinho que esta cidade inspira, a pequena poetiza, com a pureza de suas palavras, assim escreve de sua cidade:

MINHA QUERIDA CIDADE


A cidade onde vivo
É berço de muita alegria,
As pessoas trabalham
E se divertem todo dia.

Na escola onde estudo
Tem muita paz e amor,
Uma biblioteca com bons livros
Para satisfação de um bom leitor.

Os pássaros que cantam livremente
Na minha terra de poesia
Alegram muito o sol
Que clareia nosso dia.

Na minha Doutor Ricardo
Faça chuva ou faça sol,
Há sempre tempo e espaço
Para o nosso bom futebol.

Venha para Doutor Ricardo,
A minha amada cidade,
É terra de gente hospitaleira
E muita felicidade.

Maéli Tuani Castoldi
7ª série

     O projeto provocou também reflexões sobre os problemas que envolvem nossos jovens e essa preocupação é vista na poesia de um aluno que procura alertar para os perigos da droga. Sabemos que não é uma poesia que vai solucionar o problema, mas podemos comparar com o que disse Madre Teresa de Calcutá em certa ocasião: “Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria ainda menor”.

DIGA NÃO ÁS DROGAS

Diga não às drogas
Diga às drogas não
Eu não sou maconheiro
Eu sou um cara bom

Eu não fumo maconha
O Igor também não
Espero que o Bassinho
Não seja um maconheirão.

Se você experimentar
É melhor não viciar
Se você viciar
Maluquinho vai ficar
Ficará doente
E logo morrerá

Se você fumar
Desprezado ficará
Vai chorar, vai roubar
E vai matar.

Tem gente que fuma
Só pra aparecer
É melhor isso
Você não fazer.

Tem gente que não fuma
E tem muitos amigos
Tem gente que fuma
E só tem inimigos
Você não quer viver sozinho, quer?

Obs.: Igor e Bassinho (3º e 4º verso da 2ª estrofe) são amigos e colegas de Adjam.


DROGAS: TÔ FORA!

Eu nunca vi a droga
Mas eu posso te dizer
Que essa porcaria
Você nunca queira ver.

Eu nunca usei droga
Mas eu já ouvi bastante
Pela televisão
E a boca dos palestrantes

Tem gente que diz: “quem fuma
É um cara muito irado”
Sendo que na verdade
É um baita de um coitado.

No mundo das drogas
É fácil de entrar
O difícil mesmo
É na hora de largar

Eu já ouvi bastante
E eu posso lhes falar
Que no mundo das drogas
Eu nunca irei entrar.

Adejan Pereira da Luz
7ª série

     O olhar dos alunos está voltado para vários lugares, mas há um lugarzinho especial do qual gostam muito – a escola. É o que sugere a poesia:

Meu dia

Meu dia começa cedo
Vou para escola estudar
Trabalho e não tenho medo
Pois chegou a hora de brincar.

Vamos lá sem parar
Vamos estudar
Não podemos desistir,
Mas sim persistir.

Vou chegando à escola
Por lá vou ficar
Todo dia, toda hora
Sem motivos para voltar.

Táuana Ubertti
7ª série

     Podemos dizer que alcançamos em boa parte nosso objetivo principal que era despertar o gosto pela poesia, porém nossa responsabilidade é ainda maior, a de não “matar” a semente germinada e dar continuidade para que o aluno tenha um olhar mais crítico, mais zeloso, para que possa dizer mais e dizer de outro jeito, fazer mais e ajustar o que já foi feito satisfazendo a si e ao leitor.

(...)
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma
teimosamente se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é explosão
como a de poucos franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.
João Cabral de Melo Neto (p. 122)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Línguas: Vidas em Português

“Todo dia duzentas milhões de pessoas levam suas vidas em Português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amor. Todo dia, a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muitos mais antigos, e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriam e que devolvem agora, reiventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabe. Toda noite, duzentas milhões de pessoas sonham em português”
www.academiabrasileiradecinema.com.br

No filme “Línguas: Vidas em Português”, Vitor Lopes coloca a voz na boca do personagem em uma conversa fazendo o telespectador entender que a língua é movimento, emoção e também um instrumento de dominação.

“Não há uma língua portuguesa, há línguas em português.”
José Saramago

O indivíduo constrói sua identidade por meio da língua, aprendendo com o outro, com as diferenças e é interagindo que enriquece na fala e cultura.
Com “Línguas: Vidas em Português” o indivíduo se emociona, pois se dá conta de que apesar de todas as diferenças, a língua é um elo que aproxima, enriquece e mestiça o povo lusitano.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Revisão textual coletiva

"É preciso ler isto, não com os olhos, mas com a memória e a imaginação."
Machado de Assis


( Trabalho realizado em grupo - 2ª etapa do Gestar II - 30/09/2009)

"Se criasa e se felis e te vida pela frenti vive as aventura que o mundo tei Daí cuando agente fica adolecente vem os problema os pai fica pegano no pedejente aí num pode isso num podi aqilo e briga todu dia o adolecente aí o jovem si revouta e teim muitos problema tipo assim teim minina que aruma bariga os cara usa droga briga di cangi fuma bebi u adolecenti teim cupa mais tipo assim os pai pudia te pasciença com nóis."



Estratégia coletiva (relato) para reestruturação (aula)

1º passo – Apresentação de vídeos “Seu Creison, Lady Kate.;
2º passo – Transcrição do texto (original);
3º passo – Transcrever para a forma que acreditam ser correta;
4º passo – Questionar: Qual foi a questão da comunicação?
5º passo – Apresentação do texto escrito;
6° passo – Leitura em pequenos grupos;
7º passo – Questionamento sobre a diferença da linguagem falada e escrita;
8º passo – Reescrever o texto da maneira que considere adequado
9º passo – Comparar as situações sócio-comunicativas.

Tabela de correção: carinhas de personagens: Seu Creison, Lady Katy,...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Avaliação 1ª etapa do gestar II

da línguaAvaliação da 1ª etapa do Gestar II
Durante o desenvolvimento das atividades do Programa Gestar II, é indispensável o acompanhamento do formador em relação ao trabalho dos professores cursistas, com o objetivo de orientá-los e de conduzir o rumo das atividades, com a finalidade de otimizar os resultados. Um dos passos mais significativos é a escolha, por parte do cursista, da atividade a ser aplicada em sala de aula. Expressiva maioria foi criteriosa, selecionando a atividade a partir das necessidades de aprendizagem da sua turma e dos conteúdos ou competências que estavam naquele momento sendo abordados. Assim, a escolha da temática vem sendo observada, de modo a desenvolver o trabalho sequencialmente. Duas foram as maiores dificuldades apontadas pelos cursistas nesse processo de aplicação das atividades: a falta de tempo e o distanciamento dos conteúdos curriculares programados, o que provocou, muitas vezes, estranheza aos próprios alunos, que estavam acostumados a outro tipo de trabalho. No entanto, os cursistas indicam o crescimento na produção dos alunos, após terem diagnosticado dificuldades de leitura, interpretação e vocabulário, que interferem na construção textual. Grande parte dos avanços foram obtidos por meio de atividades de reestruturação e de reescrita. Apesar dos avanços na leitura de textos, os cursistas ainda necessitam estruturar atividades que trabalhem gradualmente a leitura de textos, conforme o nível de dificuldade dos educandos. Os professores cursistas elogiam a abordagem teórica oferecida pelos TPs, garantindo-lhes segurança para a prática; as teorias estudadas servem, então, como suporte para o trabalho docente. A seção Ampliando nossas referências tem sido útil ao contribuir para a reflexão teórica, constituindo importante instrumento para o pensar-fazer no ensino da língua. Esse estudo tem incentivado, inclusive, o planejamento criterioso das suas aulas, de modo que as atividades propostas pelo Programa Gestar II não fiquem descontextualizadas, mas se integrem no planejamento.As concepções de ensino de língua são as mais diversificadas dentro do grupo de cursistas, o que é perceptível pelo seu discurso. O que tem sido feito é ampliar a reflexão e a discussão, insistindo na prática das atividades do Programa, para que o porfessor cursista ao menos experimente a concepção por ele ensejada para, após, fazer a sua escolha. Em geral, os cursistas consideram positivos os resultados que vêm sendo obtidos no decorrer do Programa Gestar II, pois as atividades motivam os alunos. A aprendizagem cresceu, assim como seu interesse e dedicação em aula. Os professores apostam no resultado em longo prazo, uma vez que é uma proposta diferenciada que poderá aprimorar a aprendizagem da língua.
Laerte (Canguçu/RS)
Vânia e Marisete (Doutor Ricardo/RS)
Vânia e Andréa (Garibaldi/RS)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Relatório da professora coordenadora



RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO
PROJETO GESTAR II
DESENVOLVIDO NO MUNICÍPIO DE DOUTOR RICARDO/RS



Doutor Ricardo é um município que se localiza na região Alta do Vale do Taquari no Estado do Rio Grande do Sul, emancipado em 1997 dos Municípios de Encantado e Anta Gorda. Desde sua emancipação político-administrativa a municipalidade, através da Secretaria de Educação, prima por uma educação de qualidade para todos os níveis de ensino. Com essa premissa a SMEC desenvolve projetos voltados à formação do cidadão, resgatando a ética, o respeito, o amor, a solidariedade, a identidade do nosso povo, a preservação do patrimônio histórico/cultural e ambiental, entre outros, com o objetivo de mostrar ao educando a importância de cultivar esses valores na sociedade.
Por isso, hoje o município busca aprimorar e qualificar as ações na área da educação objetivando a formação continuada dos profissionais da educação, que ora, atendem a demanda do ensino nos níveis de Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Frente aos novos programas oferecidos pelo Ministério da Educação – MEC, a Secretaria de Educação, na intenção de melhorar as metas da educação municipal, diagnosticou as principais carências da área educacional e eleborou o projeto PAR – Programa de Ações Articuladas, oferecido pelo Ministério da Educação, oportunidade em que priorizou a proposta Formação Continuada aos Profissionais da Educação. Sendo assim, o Município foi contemplado com a aprovação do PAR, que através da parceria entre MEC e a Universidade Nacional de Brasília, proporciona o Programa GESTAR II.
A adesão do nosso Município com o Ministério da Educação propocionou a participação no Curso GESTAR II dos professores efetivos da rede municipal do Ensino Fundamental na área de Língua Portuguesa e Matemática.

Ao exposto, participam do GESTAR II, a Professora efetiva Marisete Thomazi, habilitada em Letras/Ingês, atuando com educandos de 5.ª a 8.ª séries e o Professor efetivo Jones Roveda, atuando na área de Matemática também com educandos de 5.ª a 8.ª séries da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac.


E como Professora Coordenadora do Projeto no Município Vânia Maria Cima, que acompanhou e coordenou o desenvolvimento do projeto com os professores cursistas das áreas de Lingua Portuguesa e Matemática, através do planejamento dos objetivos para desenvolvimento das oficinas de estudo, cronograma, programação das atividades e práticas pedagógicas desenvolvidas com os educandos das séries finais do Ensino Fundamental da Escola Municipal Olavo Bilac.

O programa desenvolvido contou com apoio da Administração Municipal, através do Prefeito Nilton da Silva Rolante, da Sercretária Municipal de Educação Daniela Weber Reginatto e da Direção da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac representada pela Professora Ivete Ana Paliosa Tassi.

As atividades do Programa Gestar II teve início no mês de maio com a participação da equipe coordenadora, autoridades e professores do quadro do magistério público municipal para que os mesmo tivessem conhecimento da Política Educacional oferecida aos Municípios pelo MEC em parceria com a Universidade Nacional de Brasília.

Na oportunidade foram expostas as metas do município para área da educação, a importãncia da adesão ao programa, para educação municipal e para uma educação de qualidade para o país, também foram colocados os objetivos do Programa Gestar II e disponibilizado amostra do material utilizado (TPs – Cadernos de Teoria e Prática), para realização das oficinas, planejamento de projetos a serem realizados pelos professores formadores em encontros com os professores cursistas objetivando uma melhor preparação no desenvolvimento das atividades escolares.

Também foi nesse espaço, de abertura do Progrma Gestar II, no Município, onde os Professores Formadores puderam manifestar sua satisfação em poder participar do Gestar II, pois, entendem ser momentos valiosos de reflexão e estudo sobre a prática pedagógica, o que vem, enriquecer as ações educativas dos professores, dos educando, da escola, enfim da educação municipal como um todo, pois são formas diferenciadas de aplicar os conteúdos com a premissa de construir o conhecimento recíproco do fazer pedagógico diário e no ensinar e aprender tendo como alvo o educando.



As oficinas de estudo foram desenvolvidas conforme crongrama em anexo e em conformidade com objetivos e conteúdos planejados e apresentados pelos Professores Formadores das áreas Língua Portuguesa e Matemática.

Saliento ainda que a 1.ª etapa do Gestar II aconteceu dentro da normalidade, com êxito no trabalho executado, inovando a metodologia do ensino que obteve com boa aceitação dos professores cursistas, educandos, coordenação pedagógica da escola e demais envolvidos no programa.

Acreditamos que essa nova prática educativa é uma proposta que, além de motivar os educadores envolvidos, também geram grande satisfação dos educandos pela forma diferenciada de expor os conteúdos nas aulas específicas.

Com a premissa de melhorar o trabalho educacional do nosso município e também com a prioridade de proporcionar momentos de estudo e reflexão da prática pedagógica dos educadores, entendemos ser muito importante o desenvolvimento do Programa Gestar II, pois, o mesmo abre horizonte para a nova política educacional dos municípos, estados e país.





Doutor Ricardo/RS, 22 de setembro de 2009.


VÃNIA MARIA CIMA
Professora Coordenadora – Progrma Gestar II
Município de Doutor Ricardo - RS

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Oficina 10

TP 5 – Oficina 10 – Unidade 20
Dia 11 de agosto de 2009

Busca a Sombra, o Silêncio e a Solidão: três SS
Três serpentes do teu Paraíso Interior.
Prova o fruto que, assim, tu mesma te ofereces:
Chama-se Pensamento e é até melhor que o amor...
Guilherme de Almeida


Coesão textual

Relações lógicas no texto


Objetivos

- identificar elementos lingüísticos responsáveis pela continuidade de sentidos em um texto;
- analisar mecanismos de coesão referencial;
- analisar mecanismos de coesão seqüencial;
- identificar relações lógicas de temporalidade e de identidade na construção de sentidos do texto;
- analisar efeitos de sentidos decorrentes da negação;
- analisar relações lógicas de construção de significados implícitos na leitura e na produção de textos.

Retomada do processo de estudo e questionamento sobre as unidades.

“ Eu sei escrever,
Escrevo cartas, bilhetes, lista de compras,
composição escolar narrando o belo passeio
à fazenda da vovó que nunca existiu
porque ela era pobre como Jó.”
Adélia Prado

Iniciamos esta oficina analisando o texto e abrimos uma discussão sobre as atividades de produção de texto, pois elas precisam fazer sentido para o aluno.
Para trabalhar a unidade 19 e melhor interpretá-la convidei um grupo de alunos, anteriormente preparados para uma apresentação.

Obs.:
Poderia ter feito a atividade com professores, porém tenho apenas uma cursista.
Fiz a leitura, pausadamente, do poema “Tecendo a manhã” de João Cabral de Melo Neto:
Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol deseus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
João Cabral de Melo Neto

Enquanto isso o grupo de alunos, em círculo, com um rolo de barbante iniciou a “tessitura da manhã”. A cada pausa da leitura, o aluno que estivesse com o rolo de barbante jogava a outro a sua frente, segurando a sua parte com firmeza, e assim sucessivamente, num cruzamento contínuo, tecendo a teia, a tela de toldos, até o antepenúltimo verso. Na leitura dos dois últimos versos, os alunos ergueram os braços, suspendendo a teia/tela, simbolizando o toldo de todos.
Após a apresentação comentamos o processo.
“A coesão textual é um mecanismo linguístco que articula as informações de um texto, relacionando sentenças com o que veio antes e com o que virá depois, no propósito comunicativo de, conjuntamente, tecer o texto.” (TP 5 pág.122)

Seguindo, lemos o texto de Marina Colassanti “A moça tecelã”.
Posteriormente, a professora apresentou a atividade Avançando na prática, que desta vez escolheu a da página 130. Analisamos a construção das significações e seus efeitos no poder de convencimento.


Avaliação

É interessante observar como nossas discussões tem ganhado “assunto e vocabulário” depois do estudo dos TPs. A imaginação voa, a compreensão melhora, as idéias vêm e vem também a frase: - Meu Deus, como não pensei nisso antes?

Oficina 9

TP 5 – Oficina nº 9 – Unidade 18
Dia 28 de julho de 2009

A palavra abriu caminho na atenção do príncipe, e era cheia de portas. Um viajante, disse seu pensamento, um homem que anda pelo mundo, um homem para quem o mundo é um leque que se pode abrir.”
Marina Colassanti


Estilística
Coerência textual

Objetivos
- Compreender a noção de estilo no domínio da linguagem e o objetivo da estilística;
- reconhecer alguns recursos expressivos ligados ao som e à palavra;
- relacionar os discursos direto, indireto e indireto livre a alguns recursos expressivos da frase e da enunciação;
- identificar elementos lingüísticos responsáveis pela continuidade de sentidos em um texto;
- analisar mecanismos de coesão referencial;
- analisar mecanismos de coesão seqüencial.


Retomada do processo de estudo e questionamento sobre as unidades.

Levei para a oficina vários textos publicitários, os quais deixei espalhados sobre a mesa. Discutimos sobre a linguagem visual e verbal. Em seguida analisamos o texto “Convite” de José Paulo Paes da pág. 27 e resolvemos as questões propostas pelo texto “Palavras são palavras...” de Celso Ferreira Costa da pág. 36 e respectivo questionamento..
Nesta oficina a professora cursista apresentou a atividade Avançando na prática da pág. 50 e 51 e apresentou textos muito bem elaborados pelos alunos.

Desenvolvemos em seguida a atividade proposta na oficina 9. O texto publicitário “Furnas. Uma empresa cada vez mais verde, amarelo, azul e branco, o que nos possibilitou muitas informações sobre o texto e como interpretar com mais facilidade demais textos.

Avaliação
Finalizamos esta oficina com observações de como estamos aprendendo com este estudo, pois descobrimos muitas formas prazerosas de trabalhar com os textos, o que empolga os alunos, principalmente.

Provocamos a curiosidade sobre os próximos temas:Coesão textual e relações lógicas no texto.

Oficina 8

TP 4 – Oficina nº08 – Unidade 16
Dia 14 de julho de 2009

É preciso voar...
É preciso voar... voar; voar, voar...
Descobrir o que há por trás do muro
O presente já é quase o passado
Voar pra buscar futuro
E voar...
Zé Geraldo


Mergulho no texto

A produção textual- Crenças, teorias e fazeres


Objetivos

- Conhecer as várias funções e formas de perguntas, na ajuda à leitura do aluno;
- utilizar procedimentos que levem à determinação da estrutura do texto;
- utilizar procedimentos adequados para atingir o objetivo de ler para aprender;
- identificar as crenças e teorias que subjazem às práticas de ensino da escrita;
- relacionar as práticas comunicativas com o desenvolvimento e o ensino da escrita com processo;
- identificar dimensões das situações sociocomunicativas que auxiliam no planejamento e na avaliação de atividades de escrita.


Retomada do processo de estudo e questionamento sobre as unidades

Iniciamos nossa oficina revendo alguns aspectos das aulas anteriores.
Em seguida trabalhamos a Seção 1 da unidade 15 “Por que e para que perguntar”
Levei para a oficina o livro “Livro das perguntas” de Pablo Neruda, um livro que traz perguntas em forma de poesia.
“Quantas perguntas tem Dom Pablo? Tantas, nos conta Ferrer, quantas têm os labirintos. E reconta cenários que servem para indagar: portas e fechaduras, cortinas e escadas, livros e folhas. Tantas folhas quantas têm as árvores.”
(Angela-Lago)

Lemos algumas partes do livro, analisamos as ilustrações e discutimos de que maneira trabalhar com os alunos e a importância de incentivá-los com perguntas, pois como o próprio TP diz “Filósofos têm insistido em que o crescimento vem não exatamente de saber respostas, mas de saber perguntar”.

Estudamos o texto “Admirável mundo louco” de Ruth Rocha, pág. 118 e respondemos as questões das págs. 119 e 120.

Em seguida a professora cursista apresentou o Avançando na prática que desenvolveu com seus alunos de 5ª e 6ª séries. Escolheu o Avançando na prática da Seção 2, pág. 133, em que os alunos deram sequência ao diário. Os textos ficaram bastante interessantes e diversificados e todos eles apresentaram a tranquilidade da vida no campo, uma vez que residem na zona rural.

Seguindo a oficina analisamos a poesia “Eu é que pergunto para a caneta” de Gabriel Pensador pág. 161 Seção 1 e “A mão do poeta” de Leo Cunha págs. 162 e 163.

Comentamos os demais textos da unidade 16 e desenvolvemos a atividade proposta pelo TP da oficina 8.

Discutimos sobre o projeto “A hora da leitura” que vem sendo desenvolvido na escola há bastante tempo.

Para finalizar apresentamos as próximas unidade: Estilística e Coesão textual.


Avaliação

As unidades estudadas têm acrescentado muito em nossas atividades e planejamentos.

Oficina 7

Oficina Palestra
Dia 30 de junho de 2009

TP4 – oficina nº 7 – Unidade 14
Dia 01 de julho de 2009

“Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entretanto lutamos
Mal rompe a manhã.
Lava, escorre, agita
A areia. E enfim na bateia,
fica uma pepita.
Guilherme de Almeida


Leitura, escrita e cultura
O processo da leitura

Objetivos
- Refletir sobre os usos e as funções da escrita nas práticas do cotidiano;
- relacionar o letramento com as práticas de cultura local;
- produzir atividades de preparação da escrita, considerando a cultura local, a regional e a nacional;
- reconhecer texto e leitor como criadores de significados;
- relacionar objetivos com diferentes textos e significados de leitura;
- conhecer a amplitude e o papel do conhecimento prévio na leitura.

Retomada do processo de estudo e questionamento sobre as unidades
Nesta oficina, começamos dando a palavra ao cursista para falar do questionamento lançado na última oficina. Gerou-se muita discussão sobre esse assunto e sobre o projeto da “Hora da leitura” que é desenvolvido na escola, semanalmente.

Continuando, respondemos e discutimos as atividades da seção 1 “O letramento” – pag. 16. Em seguida lemos os depoimentos de Pativa de Assaré e de Paulo Freire – págs. 18 e 19 quanto à leitura e escrita.
Em seguida a professora cursista relatou sobre o Avançando na Prática, cuja atividade desenvolvida foi a da página 31. Discutimos sobre esta atividade, a qual rendeu muitas informações aos alunos e aos professores.
Apresentamos a poesia ‘Cidadezinha Qualquer” de Carlos Drummond de Andrade. Analisamos a poesia, ouvimos o comentário do professor cursista e discutimos sobre o autor e sua obra. Apresentamos também, fotos de Itabira (antiga e moderna).



Comparamos com as poesias da aluna Maeli Tuani Castoldi e de Mario Quintana.

Minha querida cidade
A cidade onde vivo
É berço de muita alegria
As pessoas trabalham e
Divertem-se todo dia.
Na escola onde estudo
Tem muita paz e amor,
Uma biblioteca com bons livros
Para satisfação de um bom leitor.

Os pássaros que cantam livremente
Na minha terra de poesia,
Alegram muito o sol
Que clareia nosso dia.

Na minha Doutor Ricardo
Faça chuva ou faça sol
Há sempre tempo e espaço
Para o nosso bom futebol.

Venha para Doutor Ricardo
A minha amada cidade

É terra de gente hospitaleira
E muita felicidade!
Maéli Tuani Castoldi

Cidadezinha
Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca nem um segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!...

Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida pode morar!
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar...
Mário Quintana


Avaliação

Fizemos a avaliação do nosso encontro com uma discussão bastante interessante e comparamos nossas conclusões à de Pontecorvo:
“[...] a compreensão é um ato interpretativo e criativo, determinado pelas intenções e pelo conhecimento de quem lê não somente pelas palavras de quem escreve.
Convém, assim, diferenciar o “ler” do “compreender o texto”. O ler está relacionado com o reconhecer as palavras e os seus significados. A compreensão do texto utiliza essas palavras para construir imagens, pensamentos, raciocínios.”
(Pontecorvo, 1999:146)

Oficina 6

TP 3 - Oficina nº 6 – Unidade 12

Dia 16 de junho de 2009

“... há momentos na vida do homem em que é imperativo conferir propriedades novas às coisas, propriedades que podem suplantar as quais lhes são imanentes.”
Carlos Drummond de Andrade


Tipos textuais

A interrelação entre gêneros e tipos textuais


Objetivos

- Caracterizar sequências tipológicas narrativas e descritivas;
- Caracterizar sequências tipológicas injuntivas e preditivas;
- Caracterizar sequências tipológicas expositivas e argumentativas como dois aspectos do tipo dissertativo;
- Relacionar sequências tipológicas à classificação de gênero;
- Analisar sequências tipológicas em gêneros textuais;
- Reconhecer a transposição de um formato de gênero textual para outro.


Retomada do processo de estudo e questionamento sobre as unidades.

No dia 16 de junho de 2009 realizamos a segunda Oficina referente ao TP3. A professora, já mais entusiasmada com a aplicação das atividades comentou que os AAAs são de bastante valia para suas aulas. Comentou também que o projeto de poesia exposto na última Oficina está agradando a maioria.

Analisamos as 3 seções da Unidade 11. Refletimos sobre o texto “Fuga”, página 106 e respondemos as questões propostas. Em seguida analisamos as 3 seções da Unidade 12 e nos aprofundamos na crônica “Artes Marciais” de Luiz Fernando Veríssimo e resolvemos a atividade 4 da página 156. Surgiram algumas dúvidas que foram sanadas, na sua maioria, com revisão das unidades.

A professora comentou sobre o trabalho que desenvolveu com o Avançando na prática da página
109 e como foi possível perceber a criatividade
que os alunos demonstram ter quando são incentivados. Observou também que as atividades dos AAAs auxiliou-a a trabalhar as classes gramaticais com mais facilidade.

Em seguida analisamos o texto “Composição: O salário mínimo” do humorista Jô Soares. Após a análise do texto surgiu o comentário de que logo nas primeiras linhas do texto nos reportamos às redações de nossos alunos. Surgiu uma discussão muito interessante e pudemos observar que muitas das atividades propostas nestes TPs são parecidas das que já vínhamos desenvolvendo.


Avaliação

Esta oficina foi bastante interessante e chegamos a conclusão que quanto mais avançamos mais fácil fica e mais aprendemos.
Para encerrar, lançamos as questões propostas pelo TP e que serão tema das próximas unidades:
- O que a palavra letramento traz a sua mente?
- o que a sua intuição diz a respeito deste termo?
- Como você acha que leitura, escrita e letramento se relacionam?


Exposição de poesias feitas pelos alunos:

Oficina 5

TP 3 - Oficina nº 05 - Unidade 10

Dia 02 de junho de 2009
“Quanta coisa eu contaria se pudesse E soubesse ao menos a língua como a cor.”
Candido Portinari
Gêneros Textuais: do intuitivo ao sistematizado
Trabalhando com gêneros textuais

Objetivos
- Identificar diferenças e semelhanças na organização de textos utilizados em diversos contextos de uso lingüístico;
- Relacionar gêneros textuais com competência sócio-comunicativa;
- Identificar características que levam à classificação de um gênero textual;
- Distinguir características de gênero literário e de gênero não-literário;
- Caracterizar gênero poético, de acordo com a função estética da linguagem;
- Caracterizar uma das formas de realização do gênero poético: o cordel.

Retomada do processo de estudo e questionamento sobre as unidades

No dia 02 de junho de 2009 iniciamos nossa primeira oficina referente ao TP3 – Unidades 9 e10. Como primeiro momento, retomamos as discussões sobre o Guia Geral, iniciadas na Oficina Introdutória, e esclarecemos algumas dúvidas. Em seguida apresentamos um slide sobre valorização pessoal e fizemos uma discussão a cerca do mesmo, que foi bastante interessante. Seguindo, fizemos uma análise dos textos abordados na unidade 9 e 10 a qual gerou muita discussão sobre gêneros. Foi muito proveitosa a discussão e chegamos a conclusões sobre gêneros que antes desconhecíamos. Discutimos também como trabalhar a gramática em concordância com o texto. Em seguida distribuímos vários textos para identificar o gênero. A seguir, analisamos a atividade proposta pelo TP- o texto 1 da oficina “Poema tirado de uma notícia de jornal” de Manuel Bandeira.

A professora cursista relatou sobre as atividades desenvolvidas com os alunos, os quais ficaram muito entusiasmados com o trabalho, assim que ela entregou uma pasta para cada aluno guardar seus trabalhos referentes ao projeto.


A professora confessou sua apreensão em relação ao projeto, pois acreditava que não venceria os conteúdos. Além de desenvolver várias atividades do AAA, desenvolveu o “Avançando na prática” da Unidade 10- Seção 2, pagina 74 - O Gênero poético. Propôs aos alunos um projeto para levar a poesia a alguns locais públicos e privados do município. Um trabalho bastante interessante do qual os alunos gostaram muito. Envolvendo o projeto também, os alunos apresentaram aos pais, teatros com fábulas de Monteiro Lobato.

Apresentamos a poesia “Cordel adolescente, ó xente!” de Sylvia Orthof, fizemos a leitura dramática, assumindo, respectivamente, o papel da narradora e dos personagens Bertulina e o cangaceiro. Analisamos a estratégia empregada pela cordelista para atrair a atenção das pessoas, o tema do cordel e a história narrada pelo mesmo.

Avaliação
Neste dia a oficina foi bastante proveitosa, ensinamos e aprendemos, apesar das dúvidas e dificuldades.
Para encerrar a oficina lançamos a pergunta:- Nestes últimos dias estudamos sobre gêneros textuais e, o que você sabe sobre tipos textuais?

Entrega de material

Entrega do material à professora cursista na abertura das oficinas

Profª Cursista

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROFESSOR CURSISTA E SUAS TURMAS

Clélia Cecília Brunetto Bertotti, nascida no dia 22- 05- 55 na cidade de Ilópolis RS, atualmente mora na comunidade de Linha Bonita Alta, Doutor Ricardo RS, casada, professora há mais de 25 anos, formada no Curso Superior Letras- Português -Literatura na Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC-RS em 2003, atua com 5ª e 6ª série na Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac de Doutor Ricardo – RS.

RG: 2016755213
CPF: 42480430-53
E- Mail: cleliabrunettobertotti@yahoo.com.br


Dados de Identificação da turma

Escola Municpal de Ensino Fundamental Olavo Bilac
Ano: 2009
Série: 5ª
Professora da turma: Clélia Cecília Brunetto Bertotti

Alunos
Caroline Hecher
Cleiton de Freitas
Diane Brandão
Diego Kalinski
Eduardo João Prestes
Gabrielli Sartori
Guilherme Caumo
Jéssica Marder
Larissa Tassi
Liziane Karen de Moraes Alexandre
Mateus Roveda
Renata Luiza Slaifer
Taíne Ubertti
Vinicius Pedro Fraporti
Vilmar da Silva Cavalheiro

A turma é composta por 15 alunos, todos oriundos do meio rural, sendo oito do sexo feminino e sete do sexo masculino, a turma é heterogênea, das oito meninas duas apresentam dificuldades na escrita e na leitura, as demais são ativas, interessadas, participativas, questionam e querem algo a mais, vão além do exigido. Dos sete meninos um apresenta sérias dificuldades na leitura, escrita e interpretação e os demais acompanham normalmente as atividades, porém com menor intensidade que as meninas.


Dados de identificação da turma
Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac
Ano: 2009
Série: 6ª
Professora da turma: Clélia Cecília Brunetto Bertotti

Alunos
Aline Da Rosa
Bárbara Golin Andreoli
César Brandão
Cristiane Corneli
Jeniffer Christ
Juliano Valério
Kelli Karine Carvalho Da Silva
Marcos Paulo Dutra
Pâmela Hoffmam
Vacilaine De Fretas
Bárbara Regina Alexandre

A turma da 6ª série é composta por 11 alunos, oito do sexo feminino e três do sexo masculino, todos oriundos do meio rural. A turma é heterogenia, uma das meninas tem muitas dificuldades de aprendizagem, falta de concentração e atenção; as outras apresentam bom rendimento, são ativas, participativas, questionadoras, vão além do que é proposto, enquanto os meninos enfrentam várias dificuldades, não conseguem se concentrar, ficam na superficialidade e acreditam que assim está bom.

Cronograma de atividades


DATA/ UNIDADE/ OFICINA/ Nº DE HORAS
  • 19/05/2009- Abertura do Gestar II: Introdutória, 4 horas
  • 02/06/2009-(09 e 10)TP 3 – Oficina 05- Gêneros Textuais: do intuitivo ao sistematizado
    Trabalhando com Gêneros Textuais, 4 horas
  • 16/06/2009- (11 e 12 )TP 3 – Oficina 06-Tipos Textuais: Interrelação entre e gêneros e tipos textuais, 4 horas
  • 18/06/2009-Oficina: Motivação, 4 horas
  • 30/06/2009- Oficina livre, 8 horas
  • 01/07/2009 (13 e 14)-TP 4 - Oficina 07: Leitura escrita e cultura, O processo da leitura, 4 horas
  • 14/07/2009 (15 e 16)-TP 4 - Oficina 08:Mergulho no texto, A produção textual – crenças,teorias e fazeres,4 horas
  • 28/07/2009(17 e 18)TP 5 - Oficina 09: Estilística, Coerência textual, 4 horas
  • 04/08/2009(19 e 20)TP 5 – Oficina 1: Coesão textual, Relações lógicas no texto, 4 horas

fotos de abertura


Abertura do Gestar II para todos os professores


Encontro com os professores formadores, diretora de escola, prefeito municipal e secretária de Educação










quinta-feira, 23 de julho de 2009

Abertura do gestar II

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL OLAVIO BILAC
MUNICÍPIO DE DOUTOR RICARDO/RS


Palavra é como borboleta, bate asas e voa. Palavra não nasce em árvore, ela brota no coração. A gente sabe que ela tem cor, porém cada uma guarda uma ilusão. No alpendre da casa do meu avô havia três borboletas presas na parede. Suas asas eram de louça dura. Elas não partiam. Para voar é preciso asas leves e muito vazio pela frente. Para falar é preciso ter o que dizer.
Bortolomeu Campos de Queirós



RELATÓRIO DE ABERTUTA DO GESTAR II

O Município de Doutor Ricardo, em parceria com o Ministério da Educação – MEC, através do Programa GESTAR II – Formação Continuada de professores, planejou o desenvolvimento das atividades na Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac, Localidade de Linha Bonita Alta.
A Escola atende estudantes da Educação Fundamental das Séries Iniciais - 1.º ao 4.º ano e Séries Finais de 5.º a 8.ª Séries, sendo que em seu Regimento Escolar define gradativamente a implantação do currículo dos 09 anos.
Por ser a única escola de Ensino Fundamental da rede municipal de ensino, recebe estudantes que em sua maioria reside no meio rural, aonde os mesmos chegam de transporte escolar e usufruem toda estrutura que o estabelecimento escolar oferece.
Atendendo a solicitação do programa GESTAR II, no dia 19 de maio de 2009, às 9 horas no Auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac, aconteceu a abertura oficial do Gestar II nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática.
Estiveram presentes no ato de abertura, o Prefeito Municipal Sr. Nilton da Silva Rolante, a Secretária de Educação Daniela Weber Reginatto, a Diretora da Escola Professora Ivete Ana Tassi, a Professora Coordenadora do Programa Gestar II Vânia Maria Cima, a Professora Formadora de Língua Portuguesa Marisete Thomazi, o Professor Coordenador de Matemática Jones Roveda, a Professora Cursista de Língua Portuguesa Clélia Cecília Bertotti, as Professoras Cursistas de Matemática Rosana Zanon, Fabiana Demichei Piovezana e demais professores da escola.
A abertura do Programa Gestar II teve como objetivo mostrar aos gestores e professores da Rede Municipal de Ensino a parceria que o município de Doutor Ricardo mantém com o Ministério da Educação- MEC.
O GESTAR II é um programa do MEC que tem como prioridade formar professores do Ensino Fundamental para atender a nova política da educação na Formação dos Professores, proporcionando melhor acesso na construção de novos desafios na sala de aula não perdendo o foco principal que é a formação integral dos estudantes.
Na oportunidade os trabalhos foram conduzidos pela Professora Coordenadora Vânia Maria Cima e Professores Formadores: Marisete Thomazi de Língua Portuguesa e Jones Roveda de Matemática, os quais falaram sobre o desenvolvimento do projeto, bem como, sobre a importância da participação dos professores cursistas na realização do projeto. Também foi exposto o cronograma a ser seguido e as orientações gerais a cerca do programa.
Após abertura, os professores formadores fizerem a apresentação do material a ser utilizado, Cadernos de Teoria e Prática, recebidos do MEC.