quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Oficina 4

OFICINA 4: TP2 – UNIDADE 8
Dia 22 de dezembro de 2009.

A arte: formas e função
Linguagem figurada

Como última oficina, fizemos uma retomada de nossos encontros.

A professora cursista fez um relato de todas as aulas com apresentação de fotos e trabalhos. É evidente o progresso nas aulas e nos trabalhos. Essa percepção nos rendeu vários minutos de discussão sobre a importância de estudar e planejar com muita atenção as atividades a serem desenvolvidas.

Confraternizamos, comemorando o progresso e o sucesso do nosso trabalho, a aprendizagem e o prazer de aprender.

“ O domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação social efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola tem a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes lingüísticos, necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos.” (Pcn. Pág. 15)

Oficina 3

OFICINA 3: TP2 – UNIDADE 6
Dia 08 de dezembro de 2009.

Gramática: seus vários sentidos
A frase e sua organização

[...] Aprendi a achar no escuro o rumo e sou capaz de decifrar mensagens seja nas nuvens ou no grafite de qualquer muro.(Afonso Romano de Sant’Anna)

O objetivo desta oficina foi discutir sobre a gramática aplicada nas aulas.
Discutimos qual a importância de ensinar gramática, por que os alunos esquecem logo as regras da língua portuguesa e o que podemos fazer para mudar isso.

Analisamos o Avançando na Prática da página 56. Um trabalho bastante interessante que a professora cursista desenvolveu com a 5ª série.

Trabalhamos os textos propostos pela oficina 3.

“A palavra texto provém do latim textum, que significa “tecido, entrelaçamento”. Há portanto, uma razão etimológica para nunca esquecermos que o texto resulta da ação de tecer, de entrelaçar unidades e partes a fim de formarmos um todo interrelacionado. Daí podermos falar em textura ou tessitura de um texto: é a rede de relações que garantem sua coesão, sua unidade.” (Ulisses Infante. Curso de Gramática Aplicada aos Textos. Pág. 49)

Oficina 2

OFICINA 2: TP1 – UNIDADE 4
Dia 24 de novembro de 2009.

O texto como centro das experiências na ensino da língua
A intertextualidade

“Não lemos todos um mesmo texto da mesma maneira. Há leituras respeitosas, analíticas, leituras para ouvir as palavras e as frases, leituras para reescrever, imaginar, sonhar, leituras narcisistas em que se procura a si mesmo, leituras mágicas em que seres e sentimentos inesperados se materializam e saltam diante de nossos olhos espantados.” (José Morais)

A professora apresentou o Avançando na Prática da página 136 e salientou a importância de observar a fala dos “mais velhos”.

Lemos e discutimos o texto “A língua” proposto na oficina e discutimos muito sobre as fábulas e como são trabalhadas com os alunos. Eles gostam muito de dar outro final às mesmas, talvez adaptando o texto a sua vida real.

“Histórias não garantem a felicidade nem o sucesso na vida, mas ajudam. Elas são como exemplos, metáforas que ilustram diferentes modos de pensar e ver a realidade e, quanto mais variadas e extraordinárias forem as situações que elas contam, mais se ampliará a gama de abordagens possíveis para os problemas que nos afligem. “( Diana Lichtenstein Corso e Mario Corso)

“A ficção, infantil ou adulta, supre os indivíduos de algo que não se encontra facilmente em outros lugares: todos precisamos de fantasia, não é possível viver sem escape. Para suportar o fardo da vida comum é preciso sonhar.”( Diana Lichtenstein Corso e Mario Corso)

Nesta oficina discutimos muito sobre o nosso trabalho, os objetivos alcançados, nossas conquistas, nossos fracassos...
... e o resultado final é gratificante
Quanto mais aprendemos, mais queremos aprender...
Quanto mais ensinamos, mais queremos ensinar...

Oficina 1

OFICINA 1: TP1 – UNIDADE 2
Dias 10 e 11 de novembro de 2009.

Variantes lingüísticas: dialetos e registros
Variantes lingüísticas: desfazendo equívocos

“As linguagens assim denominadas (linguagens interagentes) estimulam um outro tipo de relacionamento entre as impressões sensoriais, promovendo uma redescoberta do sensório humano e de suas potencialidades expressivas. Tanto o intercâmbio entre procedimentos, como a interação entre códigos sustentam a interatividade, uma das propriedades mais marcantes da linguagem.” MACHADO, Irene. In: Outras Leitura, televisão, jornalismo de arte cultura, linguagem interagente.

Nesta oficina assistimos ao filme: Vidas em Português de Vitor Lopes e fizemos a análise do mesmo. Em seguida a professora apresentou o avançando na prática da página 76 do TP em estudo.

Depois da leitura do texto “A outra senhora” de Carlos Drummond de Andrade, comentamos sobre seu conteúdo e a importância deste autor no decorrer do ano letivo em nosso projeto “Descobrindo Caminhos da Poesia”. Fizemos uma comparação com a poesia “Caso do Vestido” de Carlos Drummond de Andrade com o livro “O Vestido” de Carlos Herculano Lopes e o filme baseado no livro.

Um vídeo foi gravado com alunos encenando o “Caso do Vestido”

...
O barulho da comida
Na boca me acalentava,

Me dava uma grande paz,
Um sentimento esquisito

De que tudo foi um sonho,
Vestido não há... nem nada.
Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.
Carlos Drummond de Andrade

Oficina 12

OFICINA 12: TP6 – UNIDADE 24
Dia 27 de outubro de 2009

- O processo de produção textual: revisão e edição
- Literatura para adolescentes

“[ ... ] o texto não funciona autonomamente, posto que depende da ação de quem o produz, e também de quem o recebe, ou seja, não traz em si todos os detalhes de uma interpretação. Em outras palavras, o texto funciona como o fio condutor que liga tenuamente o escritor ao leitor, permitindo a interação entre eles em uma situação comunicativa concreta.” (Delaine Cafiero. A construção da continuidade temática por crianças e adultos, p.31.)

Depois de tantas dúvidas, incertezas e muito trabalho é gratificante ouvir o professor cursista dizer: “Estou maravilhada com o resultado deste projeto (Gestar II). Meus alunos estão produzindo melhor. Na interpretação, eles percebem as entrelinhas, o que antes não viam, olha, eles escrevem mesmo...”
Em seguida explicou-nos como desenvolveu o avançando na prática da página 91 do TP em estudo. (TP6)

O mundo da leitura e da escrita estimula ações, desperta a inspiração e espalha o prazer de estar em contato com tudo ao nosso redor.

Nesta oficina passamos bastante tempo discutindo o quanto aprendemos com o Gestar II e o quanto temos a aprender. Discutimos várias obras para adolescentes e as mais trabalhadas foram:
- Livro das Perguntas: Pablo Neruda
- Novas Letras: João Cabral de Melo Neto
- Meu Livro de Cordel: Cora Coralina
- Você viu meu pai por aí: Charles Kiefer
- Peter Pan Scarlate: Geraldine Mecaughrea
- O Vestido: Carlos Herculano Lopes (encenado pelos alunos)
- Temas e Toques: Coleção de Paulo Bentancur
- Insônia: Marcelo Carneiro da Cunha
- Pequeno Pássaro com frio: Assis Brasil
- outros

Uma maneira de incentivar os alunos para a leitura é socializando seu conteúdo. Os alunos gostam muito quando o professor fala sobre um livro que está lendo e se o aluno se interessar, logo pede emprestado ao professor para ler também.

"... para mim literatura e vida haviam-se fundido em uma coisa só; um livro era o mesmo tipo de manifestação de vida que um homem; um livro era também uma realidade vivente e falante, e era menos um objeto que todos os outros objetos criados, ou por se criar, pelo homem."
Máximo Gorki

Oficina 11


OFICINA 11: TP6 – UNIDADE 22
Dia 13 de outubro de 2009

- Argumentação e linguagem
- Produção textual: planejamento e escrita

Objetivo: Identificar estratégias relacionadas ao planejamento e à revisão durante a escrita de textos.

Numa entrevista concedida a um jornal, em 1948, Graciliano Ramos fez uma curiosa recomendação sobre o ato de escrever. Disse o escritor: “Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”. (Revista Na Ponta do Lápis pág. 16)

Assim como o ofício das lavadeiras de Alagoas, trabalhar produção textual com os alunos não é nada fácil, exige paciência e dedicação desde o rascunho até o resultado final.
Ao discutirmos o assunto destas unidades, percebemos o quanto temos para aprender e a importância deste trabalho. O trabalho do professor não é fácil. Temos uma tarefa árdua, porém muito importante.
A professora cursista desenvolveu o Avançando na prática da página 23 o qual foi exposto na oficina. Falou com muito entusiasmo desta atividade, o qual lhe deu muito trabalho e também muita satisfação.
O interessante desses encontros é que por ter apenas uma formadora e uma cursista nossos encontros não ficam solitários ou pobres por isso, pelo contrário, conversamos muito e o tempo é “nosso”, podemos pesquisar juntas.
Ao desenvolvermos o fechamento da crônica “Espírito carnavalesco” de Moacyr Scliar, concluímos que trabalhos semelhantes são realizados na sala de aula, quando trabalhamos textos folclóricos, contos de fadas e outros e pedimos para que os alunos concluam ou mudem seu final. Discutimos sobre a importância do conhecimento de estratégias e das tomadas de decisões na nossa escrita, para podermos ajudar o aluno a se tornar um bom escritor.
Para finalizar observamos os conteúdos da próxima oficina.